FÓLIO · M · Metodologia editorial
Como uma entrada conquista seu lugar.
Um método transparente para datas, afirmações, reconstruções, incerteza, tradução e revisão em todo o Arquivo Vivo.
Evidência antes da narrativa.
Cada entrada começa pela afirmação que precisa sustentar e então identifica as evidências relevantes: fósseis e contexto geológico, anatomia comparada, desenvolvimento, biogeografia, mudança populacional observada ou dados moleculares.
Uma boa história pode organizar a evidência, mas não ultrapassá-la. Diferenciamos observações diretas de interpretações e reconstruções.
Datas são medidas, não decoração.
Idades numéricas são apresentadas com a precisão adequada à fonte. “Cerca de”, intervalos e incertezas são preservados quando o registro não justifica uma data única. Limites geológicos seguem o uso estratigráfico internacional vigente quando relevante.
- Datação relativa estabelece sequência por estratigrafia e correlação.
- Métodos radiométricos estimam idades numéricas com premissas e incertezas.
- Novas calibrações, procedências ou evidências filogenéticas podem mudar uma interpretação.
Árvores são hipóteses.
Uma filogenia é um modelo testável de parentesco, não uma galeria de retratos e jamais uma escada de progresso. Nós representam ancestrais comuns inferidos; pontas vivas são primas, não etapas a caminho de outra espécie.
Diagramas simplificados podem omitir linhagens para facilitar a leitura. O contexto revela essas omissões, e a incerteza é descrita quando topologias concorrentes importam.
Revisão faz parte do produto.
Correções substanciais devem atualizar as duas edições. As fontes ficam registradas em cada leitura longa, e páginas editoriais mantêm um registro de referência compartilhado.
IA pode auxiliar ilustração, rascunho ou tradução, mas não é fonte. Afirmações devem ser rastreáveis a pesquisa de autoria humana ou coleções institucionais; reconstruções geradas são identificadas como arte interpretativa.
